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[Trailer] Crie seus próprios personagens em Saints Row: The Third


















A THQ lançou um novo trailer para Saints Row: The Third que não é realmente de Saints Row: The Third, mas sim da Initiation Station -- a ferramenta para criação de personagens.

O recurso deixará você criar e compartilhar diferentes protagonistas, assim como baixar aqueles feitos por outras pessoas. Ele vai ao ar no dia 1 de novembro e é inteiramente grátis, então não há do que reclamar:

[Rumor] GTA V confirmado em Los Angeles, terá mais de um protagonista


Seguindo seu anúncio oficial, a toda poderosa internet nos trouxe vários rumores à respeito de Grand Theft Auto V que podem (ou não) acabar se tornando realidade.

Ao que tudo indica fontes anônimas ligadas ao projeto confirmaram ao Kotaku que ele se passará em Los Angeles, como boatos anteriores já haviam sugerido, o que deixa a idéia ainda mais possível.

A mesma fonte revelou que haverá mais de um personagem jogável na história, embora não tenha entrado em detalhes. É possível que sejam vários protagonistas ligados por uma mesma trama ou algo do tipo, deveremos saber com o tempo.

O trailer de anúncio chega na semana que vem e, levando em conta informações anteriores, o jogo deve estar se preparando para um lançamento em 2012. Sem plataformas anunciadas no momento.

[Trailer] Dick Grayson marca presença em Batman: Arkham City



















Quem terminou Batman: Arkham City não vai ficar muito tempo sem ter o que fazer, pois o Nightwing Bundle Pack está chegando - e a Warner soltou um trailer para mostrar o que te espera.

O vídeo conta com Dick Grayson (Asa Noturna) exibindo seus movimentos de combate e seus apetrechos. De quebra, podemos dar uma olhada nos dois mapas de desafio adicionais que estarão incluídos no pacote, Main Hall e Wayne Manor.

Você poderá comprá-lo à partir do dia 1 de novembro na PSN ou Xbox Live.

Leonardo P.


Análise - Marvel vs Capcom 3


Rapidinha
Gênero: Luta
Desenvolvedora: Capcom
Plataforma: PS3 | Xbox 360

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Jogue o jogo no console, jogue o jogo na estante

Eu geralmente tento não criar uma grande expectativa em cima de nenhum jogo - o chamado hype - simplesmente porque nenhum título consegue alcançá-la. Alan Wake e Gran Turismo 5 são belos exemplos de jogos que fizeram um grande alarde, mas não entregaram o esperado. Vítimas do próprio sucesso, como eu gosto de chamar. Marvel vs Capcom 3 foi um desses: criou uma expectativa enorme e deixou milhares de fãs de jogos de luta/quadrinhos salivando ao redor do mundo, só pra acabar caindo numa armadilha que ele mesmo armou. Uma decepção, em poucas palavras.

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Eu não preciso dizer que o segundo era fantástico, que era um dos melhores jogos de luta já feitos ou que as pessoas continuam jogando-o ainda hoje, dez anos depois. Você sabe disso. O erro de Marvel vs Capcom 3 foi dar a idéia de que seria algo ainda melhor do que isso, de que seria revolucionário. Os trailers mostravam Dante, Deadpool e Wesker em toda sua glória. Outros novatos, como Viewtiful Joe, Arthur e até mesmo Amaterasu prometiam, e o jogo era constantemente elogiado pelos sites espalhados pela internet. Eu mesmo não consigo dizer o quanto estava animado com o título. Até ele lançar. Marvel vs Capcom 3 é, em resumo, um jogo de luta vazio e sem muito conteúdo, divertido no tempo que dura, mas sem grandes atrações que garantam a sua volta - ou simplesmente justifiquem a compra do título.

O sistema de combate, parte mais importante de um jogo do gênero, recebeu uma repaginada. Ele ficou mais simples e amigável para os novatos, e esse é o primeiro e um dos principais problemas. Primeiro, o jogo está fácil demais. Jogue no modo Simple - que, aparentemente, foi feito pra pessoas com sérios problemas que mal sabem apertar um botão - e você vai fazer combos fantásticos, usar especiais e acabar com todos os inimigos... sem fazer praticamente nada. Eu não acho ruim que o jogo tente atrair um novo público, mas é uma maneira ridícula de fazer isso. É como se subestimassem os jogadores, eu não creio que ninguém jamais precisaria daquele modo pra conseguir jogar - à não ser que você seja uma criança com menos de 5 anos, mas isso é outra história.

E então temos o modo Normal que, aparentemente, deveria ser normal. Mas acontece que ele também é fácil demais. Primeiro, você só tem três ou quatro botões de ataque. Você pode fazer combinações, chamar seus amigos e usar os ataques extremamente exagerados que cobrem a tela inteira - embora causem mais dor de cabeça do que dano no oponente. Mas continua fácil demais, nada é complicado, é um sistema sem profundidade. Apertando um botão você faz um especial triplo super exagerado e acaba com todo mundo. Pra exemplificar, eu decidi deixar minha irmã, de 8 anos, jogar comigo. Ela foi capaz não apenas de fazer combos normais, mas também aéreos e até mesmo usar os especiais. O que dizer?

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Além disso, o jogo é desequilibrado. Quer vencer todas? Fácil, pegue o Sentinela, aprenda um combo com ele e nada mais ficará no seu caminho. O mesmo se aplica para outros personagens, como o Wesker. A variedade de personagens, que deveria ser boa, acaba tendo um efeito contrário. Você só vai ter dificuldades com o jogo se nunca tiver pego um controle antes. E não, isso não é um exagero. Pra falar a verdade, acho que é possível ganhar mesmo sem saber o que um videogame é - é pra isso que existe o modo Simple, no fim das contas.

De fato, o jogo todo é um vazio. Você pode ir no Arcade, Online, Training, Versus e... bem, é isso. O jogo não tem nenhum modo adicional realmente interessante. Ao invés disso, tem uma galeria capenga onde você pode ver o modelo dos personagens e visualizar informações óbvias e até mesmo absurdas (segundo o jogo, Arthur, de Ghosts 'n Goblins, é mais inteligente e mais forte que Spider-Man). Nada garante um fator replay extenso como o do segundo jogo, e ele perde a graça antes que comece a ter alguma. Mesmos cenários, mesmos adversários, mesmos ataques toda hora. Ele diverte durante alguns minutos, mas não dura muito até ser deixado de lado.

Ainda nesse ponto, é bom olhar para o elenco de personagens. Cerca de 56 faziam parte do jogo anterior, e agora foram reduzidos para 36, se não me engano. Desses 36, mais da metade não apresentam nada novo. Aqueles como Spider-Man ou Captain America, de jogos anteriores, continuam a mesma coisa, e alguns dos novatos, como Viewtiful Joe e Zero, foram arrancados na cara dura de Tatsunoko vs Capcom (sendo que até mesmo Ryu, presente nas outras versões, foi tirado de TvC). O jogo não mostra nada além do que já tinha sido visto há 10 anos atrás, salvo algumas exceções. Além disso, ele deixa muitos personagens bons de fora e aposta em outros que ninguém - repito, ninguém - queria. Eu, pelo menos, não lembro de ter visto alguém chorando para a X-23 ou a She Hulk estarem no jogo.

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O jogo aposta num visual diferente e tenta dar a impressão de "quadrinho vivo", de algo que saiu das páginas de uma HQ. É um visual bonito, isso eu não posso negar. Apesar de alguns modelos feios (como o de Amaterasu), a maioria dos personagens são bem modelados e os cenários cheios de detalhes. É difícil, no entanto, seguir toda a ação que está acontecendo na tela. O jogo fica uma bagunça quando um especial triplo está sendo executado ao mesmo tempo em que um arco-íris se move ao fundo do cenário e os pássaros voam acima de uma rajada gigantesca de energia com o oponente invisível no meio de tudo aquilo.

Mas um jogo de luta precisa divertir e, nessa parte, eu aprecio o esforço de Marvel vs Capcom 3. Ele tenta, de verdade. Ele traz personagens conhecidinhos, especiais totalmente bizarros, um visual bonito e um sistema online. Eu não diria que Marvel vs Capcom 3 merece ser a continuação do segundo título - ele se distancia demais do mesmo. Eu não diria, também, que ele é um dos melhores jogos de luta da geração. Pra ser sincero, eu não sei o que eu diria. E é nessas horas, quando parece difícil encontrar algum elogio pra fazer ao título, que você percebe que algo realmente está errado.

Eu sinto como se todo mundo estivesse sendo pago pra falar tão bem sobre o jogo. Ele simplesmente não merece. Marvel vs Capcom 3 é um bom passatempo, e vai te divertir por uns dois ou três dias antes de ficar jogado na estante e você voltar para Super Street Fighter IV. Para os fãs mais hardcore (fanboys) ele vai valer à pena, mas para o resto do pessoal, sai mais em conta alugar ou pegar emprestado do que gastar todo seu dinheiro no título. Talvez mais personagens sejam incluídos por DLC, talvez os problemas sejam solucionados por updates, talvez o jogo melhore no futuro, mas isso não me importa. Marvel vs Capcom 3 deve ser julgado como é e, sendo como é, não vale à pena.

O Veredicto
Gráficos: 8 - Bonitinhos, mas confusos. Além disso, alguns personagens têm modelos simples demais e/ou feios demais.
Som: 8,5 - Personagens bem dublados, frases legais e algumas provocações maneirinhas. Nada demais, no entanto.
Gameplay: 6,5 - Faça algo estupidamente fácil para atrair os novos jogadores, mesmo que a franquia seja amada pelos antigos. Quem liga, né?
Nota final: 7.6 - Bom.

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Confira um gameplay do jogo:



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Leonardo P.


Análise - Okami


Rapidinha
Gênero: Ação/Aventura
Desenvolvedora: Ready at Dawn
Plataforma: Wii

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Um dos melhores títulos do Wii... é um port de um jogo de PS2

Às vezes os videogames podem ficar repetitivos. Quando você se cansa dos shooters, platformers, puzzles e afins que parecem ser sempre a mesma coisa, isto é. Okami é um daqueles jogos que vêm mudar essa cena. Com um estilo artístico original, uma história complexa e quase 30 horas de jogatina, o jogo traz muito mais valor do que a maioria dos títulos atualmente no mercado. E, no fim, você não tem escolha à não ser amar cada minuto que gastou com o jogo.


Nele você controla Amaterasu, encarnação da deusa do Sol, e deve, junto com seu parceiro Issun, acabar com o mal de 100 anos atrás que voltou para destruir toda a vida existente. Parece simples, mas não é. É impressionante como a história ganha profundidade à medida em que mais e mais elementos vão sendo jogados na sua direção, e como você deve prestar atenção em todos os detalhes se quiser entender tudo o que se passa. É preciso paciência, também, já que o jogo inteiro acontece em um ritmo bem lento e nada se resolve rapidamente. Exige dedicação, mas todo o seu esforço é bem pago quando você termina o jogo sabendo não só o presente, mas também o passado e até o futuro dos personagens.

Ainda assim, todo esse esforço pode acabar não acontecendo porque, se você não tiver a paciência pra aguentar todo o falatório - muitas vezes desnecessário - pode acabar desistindo antes da metade do jogo. A história, além disso, parece nunca acabar. Quando você pensa que derrotou o chefe de todos os chefes, o jogo diz que é "apenas o começo". É frustrante, e isso depois de mais de 20 horas de gameplay. O jogo também cai nas graças de alguns dos velhos clichês, tornando-se completamente previsível em alguns momentos. Alguns personagens aparecem só pra fazer cena e outros, que pareciam super importantes no começo da jornada, são deixados pra trás sem explicação nenhuma.

É impossível negar, no entanto, que o roteiro é extremamente bem construído. Ele nunca fica previsível demais e você nunca imagina como será o final. E, levando em conta que isso é algo que poucos títulos hoje em dia conseguem - ou pelo menos tentam conseguir -, Okami realmente se destaca.


Okami é um jogo de aventura dividido em duas partes: a exploração, de quando você anda por cenários gigantescos tentando cumprir seus objetivos, e o combate, quando você vai cara a cara com os inimigos e mostra quem manda (ou não). Quando não se está em combate, é preciso andar pelo mapa gigantesco em busca de objetivos para continuar seguindo a história, e também achar as 13 técnicas divinas que Amaterasu havia perdido no seu retorno. Essas técnicas são úteis tanto no combate quanto na exploração, e são feitas usando o Wii Remote como um pincél. Embora funcione na maioria do tempo, é um controle problemático. Nem tudo sai como você quer e o Wii Remote simplesmente não ajuda, visto que não é o controle mais preciso do mundo.

Isso é um problema constante, visto que você precisa utilizar essa técnica praticamente o tempo todo, seja pra resolver puzzles, pra atacar os inimigos ou simplesmente pra subir uma plataforma. Fica divertido quando você se acostuma com esses problemas e descobre uma maneira de contorná-los, mas não dá pra esconder o fato de que simplesmente não funciona direito. Os cenários do jogo são enormes e incrivelmente bonitos, você realmente tem vontade de explorar e descobrir o que há por trás de tudo aquilo. O jogo também te deixa aperfeiçoar suas habilidades com as orações que você ganha ao ajudar as pessoas, e até mesmo ganhar novas, indo ao dojo.

Ainda é preciso escolher a arma certa para cada tipo de situação, assim como a arma secundária, e os itens que você quer comprar. Caso você ainda não tenha entendido, estratégia é um papel fundamental na hora de jogar Okami. Não se trata apenas de sair correndo por aí como um louco. Seu objetivo primário é restaurar as Guardian Saplings, árvores que podem restaurar as áreas contaminadas pelo mal. Como é de se esperar, várias missões secundárias aparecem logo no começo. Essas missões também acabam sendo um problema, já que muitas vezes te dão objetivos vagos e te deixam sem idéia do que fazer. A saída é ir procurando pelo mapa estupidamente grande até encontrar o que procura ou sair em busca de um santo detonado na internet.


O combate também se mostra insatisfatório, já que o Wii Remote, mais uma vez, prova que não é o controle certo pra esse tipo de coisa. Para atacar os inimigos é preciso chacoalhar o controle com cuidado pra poder fazer combos. Chacoalhe rápido demais, e você erra. Faça lento demais e o resultado é o mesmo. Chega a ser frustrante, e o combate envelhece rápido. Os novos inimigos não apresentam muito desafio e todas as batalhas parecem a mesma coisa. As diferentes armas e itens trazem um pouco mais de diversão mas, no fim, é simplesmente inegável que esse é um sistema falho.

Um dos maiores atrativos de Okami é definitivamente o seu visual. É algo bem único, com um estilo pincelado e que, apesar das limitações gráficas do Wii (e de ser um port direto do PS2 sem quase nenhum melhoramento nessa área) é completamente original e lindo. Cada cenário foi construído com um grande esforço, é notável, e são tantos detalhes que fazem a experiência ainda melhor. É decepcionante, porém, que ele não se diferencie muito do que foi visto no PS2 - podendo até ser visto como um jogo do mesmo pelos mais desavisados. É um belo exemplo de como tirar o máximo de um console limitado como o Wii, e o resultado é um produto que não fica devendo muito para os concorrentes poderosos em questão de beleza. Okami é uma obra de arte.

O jogo faz um ótimo trabalho no som, trazendo músicas que servem para todos os momentos, sejam eles de empolgação, alegria ou tristeza. Apesar de nenhum personagem ter voz, a trilha sonora consegue fazer todo o trabalho sozinha. O jogo é bem engraçado, aliás (coisa rara de se ver, visto que essas tentativas de humor normalmente terminam em desastre, como Sonic Colors), e consegue equilibrar perfeitamente momentos de tensão e descontração. Seja andando pelos mapas gigantescos ou lendo os imensos diálogos, você nunca vai ficar entediado.


Tem gente que diz que videogame não é arte. E existem jogos como Okami pra provar o contrário. Seja você um fã de RPG, jogos de ação/aventura ou qualquer outro gênero, essa é uma daquelas experiências obrigatórias. Okami busca inspiração em várias fontes e, ainda assim, traz algo original e que dificilmente será visto novamente. Com certeza vale a pena olhar esse que é, ao meu ver, um dos melhores jogos já feitos.

O Veredicto
História: 9 - Interessante e bem escrita, mas acontece num ritmo lento demais e tem muito falatório, o que vai tirar a paciência de alguns.
Gráficos: 9,5 - Apesar de não se distanciarem muito da versão de PS2, é impossível não amar o visual do jogo.
Som: 8,5 - Boa trilha sonora que consegue compensar a ausência de falas, mas que pode dar uma sensação de repetição em alguns momentos.
Gameplay: 7 - Wii Remote causa problemas, mas nada que tire a diversão do jogo. Bem, só um pouco dela.
Nota final: 8.5 - Ótimo. Recomendado!

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Confira um trailer do jogo:



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Leonardo P.


Análise - Super Scribblenauts


Rapidinha
Gênero: Puzzle
Desenvolvedora: 5th Cell
Plataforma: DS

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A primeira coisa a se pensar em jogos de DS geralmente sempre são jogos super coloridos (Pokémon) ou jogos de RPG com mais de 262 horas de gameplay (ou seja, Pokémon). Mas Super Scribblenauts não chega a ter nada ver com quaisquer outro jogo já visto (a não ser com seu antecessor) e, apesar de ter gráficos simples e bonitos, não deixa de investir na diversão. A imaginação é o limite em Super Scribblenauts!


O objetivo é o mesmo do anterior, usar objetos que possam auxilar você nas missões e assim conseguir a Starite (item que lhe permite terminar a fase). O jogo também te recompensa com Ólares (a moeda do jogo), que você pode gastar comprando novos personagens jogáveis que vão desde o Presidente Obama, George Washinton, Cleópatra e Shakeaspere até Deus. Há melhoras no controle em relação ao jogo anterior, onde você pode escolher usar as setas ou a stylus para controlar o Maxwell e, assim, resolver os problemas sobre tentar controlá-lo e acabar se ferindo ou destruir algo vital da fase.

O modo principal é bem simples, viajar planetas e resolver problemas. Você tem um caderno e um lápis mágico. Qual seria graça de usar uma simples escada pra subir uma parede muito alta? Por que não usar um avião, um jetpack ou até mesmo um tubarão gigante alado czarista?



As grandes inovações também são o fato de se poder usar adjetivos, assim você pode não somente criar um gato ou uma criança como também um gato grande e uma criança fedida. A outra seria o fato de ter a opção de idioma em português, que facilita muito o gameplay. No entanto em certos aspectos os adjetivos devem ser usados antes dos substantivos e muitos adjetivos femininos não estão presentes, sem falar em certos problemas na tradução como queso (queijo em espanhol), mas nada disto atrapalha o gameplay. Outro ponto forte também são os méritos, pois mesmo que você termine todas as fases ainda pode voltá-las pra se divertir (ou não) tentando conquistá-los.

Também há um modo de criar suas própias fases com vários temas e objetivos totalmente customizáveis, no entanto o número de fases que você pode criar e salvar são apenas 4.

Toma isso vadia.

Como o jogo se consiste em usar somente a imaginação, certos pontos são praticamente muito complicados de se passar, pois você pode acabar criando algo que ao invés de te ajudar, atrapalha. Mas se você não gosta muito de ficar quebrando a cabeça e ficar criando coisas o jogo também se disponibiliza de dicas, que são compradas com os Ólares anteriormente mencionados. O que também pode ser um dos problemas já que você pode comprar uma dica de algum ponto que você já passou e assim gastá-los à toa.

Pra finalizar, é um jogo indispensável pra quem tem um Nintendo DS, um jogo bem diferente, divertido, com músicas e gráficos agradáveis, recomendado.

O Veredicto
História: N/A - Não tem.
Gráficos: 7 - Simples e bonitos, entretanto nada de especial.
Som: 10 - Músicas suaves e agradáveis, sons altamente perfeitos, pois se preocuparam em usar sons para pessoas, animais, instrumentos e etc...
Gameplay: 9 - Não há outra definição a não ser "divertido", mas ao longo das fases a dificuldade aumenta e diversão diminui.
Nota Final: 8.6 - Ótimo. Recomendado!

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Rafael S.


Análise - Mario Kart Wii


Rapidinha
Gênero: Corrida
Desenvolvedora: Nintendo
Plataforma: Wii

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O encanador mais famoso do mundo do entretenimento já fez diversas coisas além de salvar a princesa Peach, já foi até médico. E além dos esportes, Mario entrou em cheio no Kart, que desde sua primeira versão no SNES continua divertindo até hoje, agora no Wii.
Novos itens, novas maneiras de ferrar todos vocês!1!

No jogo não há história, você corre e.. corre. Nada mais do que isso. São no total 8 Grand Prix com quatro circuitos cada, para serem completados em três dificuldades, a 50cc (apenas karts), a 100cc (apenas motos) e a 150cc (karts e motos). No geral eles apresentam dificuldades e a maioria dos primeiros são até fáceis de serem completados. A coisa só vai dificultando a partir do final do 100cc. Até um certo ponto as pistas são totalmente novas em Mario Kart Wii, a partir no 5º Grand Prix as pistas são de versões anteriores da franquia. Porém, com ótimas modificações.

Mario Kart não se chamaria Mario Kart se não tivesse os personagens do Reino do Cogumelo, e acredite, até Rosalina marca presença. Sim, aquela mesmo que todos nós vimos em Super Mario Galaxy e em seu sucessor, Super Mario Galaxy 2. No total são 25 personagens, um número bastante expressivo em relação aos MK's anteriores. Para ir desbloqueando carros e motos, basta ganhar as corridas e os Grand Prix. No total são 12 carros e 12 motos diferentes.

O gênero de jogos baseados em corridas de kart cheios de trapassas foi inventado por Mario Kart. Desde 1992, corremos e trapaceamos diversas vezes nossos queridos adversários depois de pegar um item naquelas caixinhas espalhadas pelas pistas. Itens já conhecidos como cascas de bananas, cogumelos que aumentam a velocidade e cascos de tartarugas estão presentes, assim como vários outros itens. Porém, foram acrescentados alguns outros como o Mega Cogumelo, que já foi visto em NSMB de DS que faz o personagem ficar literalmente gigante e esmagar os adversários. Mario Kart Wii tem em torno de 20 itens para infernizar a vida de todos.

Junta todo mundo aew, vou bater uma foto.
O jogo se torna ainda mais divertido se jogado com a família e com os amigos. Se você não tem uma família e nem amigos, pode tentar a sorte jogando online. Não tive a oportunidade de jogar o jogo pela Nintendo WFC (Wi-Fi Connection) mas dizem que é o melhor jogo para se jogar online no Wii e que é diversão na certa.

A jogabilidade agrada a todos, você pode jogar com o Wii Wheel (segurando o controle como se fosse um volante), com o Nunchuk, com o Classic Controller e até com o controle do Game Cube. Com o Wii Wheel não temos uma certa precisão em determinadas curvas, o que acaba dificultando um pouco a jogatina com ele. Para os que ainda não se adaptaram aos controles do Wii, o Classic Controller e o controle de Game Cube são ótimas opções.

Os gráficos são muito bons, algo já visto em Mario Galaxy e que se repete aqui. Cenários belíssimos e carros bem detalhados. Porém, como o jogo pode ser jogado com até 4 pessoas, o chamado Split Screen, os gráficos sofrem uma perda de qualidade notável. O som conta com boas músicas, algumas refeitas de jogos antigos da franquia e outras novas.
Meldels, o que está acontecendo com DK?!

Mario Kart continua divertido e original como sempre, nesta nova versão aparecem cerca de 12 novos circuitos e alguns novos personagens e novos itens. Podendo ser jogado desde 4 pessoas (Split Screen) até 12 (online via Nintendo WFC). Uma pena a jogabilidade não ser muito precisa com o Wii Wheel e os gráficos terem uma perda de qualidade notável no Split Screen.


O Veredicto
História: N/A - Não há história.
Gráficos: 9 - Muito bons, cenários belíssimos, carros e personagens bem detalhados.
Som: 8,5 - Músicas novas e algumas refeitas de jogos antigos da franquia.
Gameplay: 9 - Jogo extremamente viciante, conta com uma boa jogabilidade e com um fator replay muito grande.
Nota final: 8.8 - Ótimo. Recomendado!

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Carlos


[Artigo] Guitar Hero está morto

Meu primeiro contato com um jogo musical aconteceu no PS2. Foi por volta de 2007, quando eu vi Guitar Hero III rodando no console e resolvi jogar. Achei incrível: diferente, original, ótimas músicas e, acima de tudo, era divertido. Comecei a gostar da franquia e procurei os jogos antigos, à ponto de conhecer mais. Era ótimo, de verdade. Depois veio o World Tour. Era bom, eu gostei, apesar de ficar um pouco decepcionado. Depois veio aquele do Aerosmith, o do Metallica, o do Van Halen, o 5, o Warriors of Rock... e Guitar Hero morreu.

Mas não é tão simples assim. Para se entender porque ele morreu, primeiro tem que se entender as coisas que o tornavam diferente. A fórmula dele. Aquele negócio de acertar as notas musicais, tudo ao som de uma boa banda de rock - nem sempre, mas essa era a proposta. Era divertido para os novatos, no Easy, e para os veteranos, no Expert, além de não ser aquela coisa infantil com o que estávamos acostumados. Mas, se parar pra pensar, é uma fórmula que, desde o começo, estava destinada ao fracasso. É um tipo de gameplay que impressiona à primeira vista, é divertido durante uns anos e logo enjoa. Se eles quisessem manter a franquia viva, tinham que inovar, mas sem se perder. E foi aí que eles erraram.

Rock Band chegou com gráficos muito melhores do que os do Guitar Hero, além de vir com uma banda completa, o que, na época, era fantástico. Guitar Hero copiou, mas não foi a mesma coisa. Eles começaram a lançar jogos baseados em vários artistas/bandas de sucesso querendo ganhar mais alguns trocados - sendo que, ao meu ver, o único desses com qualidade foi o do Metallica - e, enquanto fez sucesso por um tempo, os jogadores logo começaram a perder interesse. Não tinha mais graça. Tudo isso poderia ter sido tolerado se os jogos tivessem qualidade, mas, por incrível que pareça, ele começou a perdê-la. O 3 foi ótimo, o World Tour, mediano, o do Aerosmith não tem sentido nenhum e assim continua. Foi ficando besta, repetitivo. Alguns jogos até tinham músicas já vistas anteriormente na franquia.

Dica de sucesso: Convide famosos. Vende mais.
Depois veio Rock Band 2, deixando Guitar Hero ainda mais de lado e sendo visto por muitos críticos como o melhor jogo musical de todos os tempos. E depois começaram a vir várias variações idiotas como Band Hero e a coisa toda começou a ficar sem graça. O sabor do gameplay estava na originalidade, era único. E agora poderia ser encontrado por todos os lados em qualquer jogo musical de quinta categoria. Até mesmo o LEGO entrou na jogada. E foi indo assim até o estado em que está agora: Guitar Hero: Warriors of Rock é possivelmente o último da franquia, e é ruim. Ninguém mais tem interesse na série, senão os fanboys. Talvez nem mesmo eles ainda tenham.

Talvez GH nunca tenha ficado ruim. Talvez só tenhamos perdido o interesse no gameplay depois de anos e anos jogando sem parar. Talvez a culpa seja nossa. Ou talvez seja da desenvolvedora, que resolveu lançar vários jogos em um curto período de tempo pra ganhar mais, muitas vezes sem trabalhar direito neles. Talvez sejam dos concorrentes, que copiaram o estilo do jogo e o deixaram de lado, na sombra, e acabaram com a originalidade do título. Mas não importa. A franquia teve sua chance, usou e a perdeu. Não tem mais interesse, não tem mais fãs. Guitar Hero está morto.

Leonardo P.


Análise - Kirby's Epic Yarn


Rapidinha
Gênero: Plataforma
Desenvolvedora: Good-Feel
Plataforma: Wii

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Rosa, estranho, fácil e surpreendentemente divertido


Eu vou ser sincero: sempre achei o Kirby meio gay. Seja pela cor rosada do personagem, pelo estilo extremamente infantil ou pelo fato de eu simplesmente não ir com a cara dele. Nunca joguei mais do que alguns jogos da franquia e, sério, nunca terminei nenhum. Mas, curiosamente, Kirby's Epic Yarn me chamou a atenção. E eu dei uma chance à ele. E não estou decepcionado.
Não é muito másculo, mas.... Hey, você joga Wii.

Eu gosto da Nintendo por um motivo: ela está sempre buscando maneiras de renovar os seus personagens e manter o interesse do público. O que me atraiu para KEY foi o conceito: um jogo feito de fios. O mundo todo parece feito de pano, e isso é fantástico. E não só funcionou, como tornou o jogo um dos melhores platformers do Wii. Com alguns deslizes, claro, mas nada que a genialidade não compense.

Na trama, Kirby está caminhando por Dream Land quando vê algo que parece ser um tomate, de aparência estranha, e decide comer. Porém, o negócio, chamado "Metamato", pertencia a um malvadão chamado Yin-Yarn, que fica furioso com Kirby e o suga para dentro de sua meia mágica (?). A bola acorda em Patch Land, onde tudo, incluindo ele, é feito de fio, tornando seus poderes inúteis. Ele salva um jovem princípe chamado Fluff usando os poderes dados pelo Metamato para se transformar, e Fluff explica que Yin-Yarn separou os fios que seguram Patch Land em um pedaço só. Ele, então, precisa encontrar 7 peças do fio que mantém o mundo unido para restaurar Patch Land.

Tudo isso é, essencialmente, uma desculpa pra colocar o personagem em Patch Land e começar o jogo. Não é muito boa, não faz sentido e é extremamente infantil - extremamente, de verdade. A Nintendo nunca apostou em roteiros complicados, é verdade, mas eles costumavam servir pra todo mundo. Se você é um jogador mais velho, dificilmente aguentará ficar ouvindo a história, que é até mesmo contada em formato de livro infantil. Mesmo assim, as crianças vão amar. E, considerando que o jogo se foca nelas, e não em você, gamer obeso de 30 anos, ele faz tudo da maneira que deve ser feito. Se você deixar um pouco sua dignidade de lado e não tiver vergonha, pode até acabar gostando. Só não deixe os seus amigos verem.
Agora é moda colocar a palavra "Epic" em nome de jogo. Daqui há pouco chega Mario Epic Tennis.

Como Kirby é feito de fio e não consegue mais usar sua habilidade tradicional, o personagem ganhou uma espécie de "chicote" - que é, adivinhe, um fio - que serve não apenas para derrotar os inimigos, como também pra abrir caminhos secretos e coisas do tipo. Isso não muda muito a jogabilidade e funciona muito bem, além de aumentar as possibilidades do jogo. O problema é que, se você estava procurando um desafio (existe alguém que procura desafio em jogo de Kirby?) não encontrará nenhum aqui. O jogo foi feito tendo em mente as crianças, logo, tudo é ridiculamente fácil. O personagem não pode nem morrer: ele é trazido de volta ao cenário. Eu ficaria mais feliz se ele sofresse uma morte sangrenta ou algo do tipo, mas é algo que dá pra levar sem problemas.

Se você quiser um desafio extra, pode tentar pegar todos os colecionáveis. São muitos e, embora não sejam a coisa mais difícil do mundo, oferecem um tempo à mais na frente do console. O jogo tem muitas fases, um multiplayer ótimo e controles precisos. Num platformer, isso é basicamente tudo o que você pode querer.

Se você não ficou envergonhado em gostar da história, certamente ficará em gostar do jogo em si: ele leva a palavra "fofura" ao extremo. Os gráficos são bem coloridos e gays, assim como as fases, e o estilo único usado nele é fantástico. O conceito de um mundo feito de fios é original, e a execução fez dele algo memorável. É uma coisa que poderia ser usada em outros jogos e funcionaria mesmo assim. Ele tem um dos mais bonitos gráficos do Wii, e tudo que precisou fazer pra isso foi adotar um estilo simples. E gay.
Mais assustador do que Resident Evil 5... Sério.

A trilha sonora é ótima para cada fase. As músicas caem bem e ajudam a criar o clima certo do jogo. Para uma criança, é realmente encantador. Os personagens, como de costume, não falam, e só temos a voz do narrador pra te acompanhar durante a história. Não é grande coisa, mas ele cumpre seu papél. E pelo menos ele não parece gay. Só um pouco.

Mesmo assim, o jogo definitivamente não vai agradar à todos. Se você é um fã de Gears of War, God of War ou algo do tipo, vai passar longe. Pra alguns jogadores, ele pode ser realmente entediante, principalmente tendo em conta seu ritmo lento e suas músicas de ninar. O jogo poderia ter sido infantil, mas acabou sendo demais. Não é infantil como Mario, mas como Teletubbies. E, como tudo que tem seu lado bom, também tem um lado ruim, o fato do jogo ser extremamente fácil tira um pouco da sua diversão. Sem falar que todas as fases já foram vistas em jogos passados da Nintendo: tem a de gelo, a da praia, e assim por diante.

No fim, não tem como negar que KEY é um platformer exemplar. Ele tem todos os elementos necessários: criatividade, bons controles e um personagem carismático. Alguns olharão para ele com vista grossa devido à sua aparência gay, mas.... Que seja. Não importa que visão você tenha sobre o jogo. Assim que colocá-lo no console e começar a jornada, ficará maravilhado. E, se não ficar, isso só pode significar uma coisa: você tem um coração de pedra. Procure ajuda. Sério.

O Veredicto
História: 7,5 - Simples e extremamente fofa, deve agradar alguns e irritar outros. De todo modo, você sempre pode pular as cutscenes.
Gráficos: 9,5 - Estilo genial aplicado de maneira genial, o que resulta em algo igualmente genial. Espero ver mais disso em breve.
Som: 8 - Boa trilha sonora, como é de costume por parte da Nintendo. Pode dar sono em alguns momentos, mas não faz mal.
Gameplay: 9 - Jogabilidade ótima, multiplayer que funciona e controles simples. E o melhor de tudo: é divertido.
Nota final: 8.5 - Ótimo.

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Confira um gameplay do jogo:



Gostou? Gostaria de ver algum jogo analisado aqui? Comente!

Leonardo P.


Os melhores do ano - Premiações BDG

2010 acabou, e foi um grande ano para os games. Vários jogos e franquias amadas, novos consoles, novas tecnologias... e, é claro, um novo blog, o Blog do Gamer. E, agora que o ano acabou, decidimos olhar pra trás e escolher as melhores partes dele. Como é a primeira premiação, nos limitamos ao básico: os jogos, consoles e personagens do ano. E, pra não dizerem que fomos injustos, deixamos você, leitor, fazer sua escolha. Agora você confere os resultados em duas categorias: a escolha dos editores, a nossa, e a dos leitores, a sua. Confira e comente:


Esse post encerra o ano pro blog, e pra você também. Então saia, jogue videogame, assista TV ou vá beber e comemorar o fim de ano.

Boas festas e até mais,

Equipe BDG


Análise - Disney Epic Mickey


Rapidinha
Gênero: Plataforma/Aventura
Desenvolvedora: Junction Point Studios
Plataforma: Nintendo Wii

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Você pinta como eu pinto?

Eu cresci como um grande, grande fã da Disney, principalmente do Mickey. Passava tardes e tardes assistindo seus antigos cartoons e ficando fascinado com o nível de criatividade que o personagem possuía. Ele era um icône, adorado tanto por crianças como adultos. Mas o fato é que Mickey não é mais o que costumava ser. O personagem foi infantilizado ao extremo, deixou de ser cômico e herói e se tornou um amigão da criançada, apenas mais um personagem infantil descartável com programas idiotas e nenhum jogo bom em recente memória. Ele perdeu sua glória. E é procurando resgatar essa glória que aparece Epic Mickey, jogo diferente com uma visão sombria e única. Será que ele consegue ou Mickey já passou de sua hora e deve, também, cair no esquecimento?

Acredite, essa imagem diz muita coisa sobre o jogo. Ou não. Sei lá.

Ah, Mickey.. Não consegue ficar sem fazer besteira. Dessa vez, o atrapalhado personagem acorda em uma manhã e entra na oficina de Yen Sid, que estava criando um mundo para personagens esquecidos e/ou rejeitados, Wasteland. Ao mexer um pouco com a magia do lugar, acaba criando um monstro, que destrói Wasteland por completo. Apavorado, o rato tenta consertar o que fez, mas só piora a situação. Então, foge e volta para seu quarto. Meses se passam e Mickey se esquece do que havia feito até que, enquanto dormia, é puxado para dentro de Wasteland - pelo monstro que havia criado. Ele acorda, conhece Gus, um gremlin, e tenta achar uma maneira de voltar pra casa. É claro que nem tudo é tão simples, pois Mickey também descobre que a cidade, agora destruída e atormentada, está daquele jeito por sua culpa, e que ele deve deter o monstro - chamado Shadow Blot - que ele tinha criado, antes de partir. Vários personagens aparecem ao longo da jornada, desde Smee e Capitão Gancho até Horace Horsecollar, e cada um tem algum tipo de pedido pra você. Logo, você tem duas opções: ajudar à todos que aparecem no seu caminho e gastar muito mais tempo do que o necessário, ou ser mais direto e fazer o que é preciso sem perder tempo. Cada escolha afeta o modo como as pessoas te tratam, a ordem dos acontecimentos e o final que você verá. Ajude à todos e ganhará um final bom, onde todos se dão bem e ficam felizes. Passe direto e conseguirá um final um pouco pior, com sonhos destruídos e personagens arruínados. Isso realmente dá uma bombada no fator replay, pois é muito interessante ver cada um dos finais, assim como os efeitos das diferentes escolhas que você faz ao longo do jogo. E a história ajuda ainda mais, pois traz personagens e acontecimentos extremamente bem desenvolvidos e pode ser considerada o melhor roteiro que o Wii viu esse ano.

Junto com muitos personagens, também vem muitas missões secundárias, e esse é um dos maiores problemas do jogo. Quase todos os moradores com quem você fala ou é obrigado a falar te dão algum tipo de missão, que ficam se acumulando ao ponto de que você acabe se esquecendo do que ainda precisa fazer. É super comum, por exemplo, ter mais de 5 missões ativas ao mesmo tempo, com cada uma exigindo que você vá para partes totalmente diferentes de Wasteland. Mickey parece um pau mandado e você fica o tempo todo buscando livros perdidos, ou procurando itens pra aquele personagem chato, ou cumprindo missões dentro das missões secundárias (?) pra tentar ganhar Power Sparks e finalmente avançar. Todo o entusiasmo que existia no começo do jogo se perde e ele logo se torna chato, e essas seções parecem intermináveis.

O bom é que quando elas finalmente terminam você pode jogar de verdade e experimentar o que o jogo realmente tem pra oferecer. A jogabilidade é baseada no uso de tinta e solvente. A tinta cria, o solvente apaga. Cada cenário principal possui uma quantidade gigantesca de caminhos alternativos que podem ser explorados usando a habilidade de cada um. Sabe aquela pedra que parece um pouco mais clara que as outras? É bem possível que tenha algum tesouro escondido atrás dela. E as decisões não param por aí, pois até o modo como você quer enfrentar os inimigos fica à sua escolha. Você pode simplesmente derrotá-los com o solvente ou usar a tinta para deixá-los amigáveis e fazer com que te ajudem. Você é obrigado a explorar se quiser seguir adiante e, embora a exploração seja divertida, os problemas aparecem quando se está pegando embalo...

Cartoons clássicos são recriados em fases clássicas com estilo clássico e gameplay clássico. Eita.
Então você está lá, depois de uma cutscene incrível e uma escalada insana ao topo da montanha. Até que chega seu amigão, Gus, e diz: "Mickey, pra abrir aquela porta teremos que encontrar 5 válvulas e ativá-las, é a única maneira". Ok, parece divertido. Até que você para, gira a câmera, olha o cenário e percebe que é uma montanha gigantesca. Ah, pronto, acabou a diversão. E missões desse tipo acontecem em TODOS os cenários. E os cenários são enormes, o que te leva a ficar incontáveis minutos procurando sem parar até encontrar tudo que é necessário para prosseguir. E, embora a jogabilidade funcione, não há quem aguente esse tipo de repetição. Repetição essa que não para por aí, pois até os cenários 2D, que são bons, se repetem várias e várias vezes. Eles são a "passagem" dos cenários. Se quer ir pra Ventureland ou Mickeyjunk, tem que passar por um deles. E você tem que ir e voltar muitas vezes, o que torna a repetição ainda maior. Por sorte, os controles são bons e o jogo sabe intercalar essas missões tediosas com um pouco de ação de verdade e uma história fascinante, então você raramente ficará entediado. E sim, a câmera tem vida própria e tende a sair do lugar, mas pode ser consertada. Fica a dica: aperte C para centralizá-la no personagem novamente. E, se estiver tendo problemas com ela durante uma luta, aperte e segure C para que ela fique centralizada no inimigo. Simples, não?

O que realmente cria uma experiência fantástica é o visual do jogo. Os gráficos definitivamente não são os mais bonitos do Wii, mas o nível de detalhes e as referências fazem todos os defeitos que eles poderiam ter insignificantes. Dá pra notar que cada cenário foi construído com um cuidado enorme e é isso que torna o jogo especial: ele transpira Disney por todos os poros. Cada personagem, cada cartoon, cada colecionável e cada cenário tornam ele obrigatório pra qualquer fã do rato e da Disney em si, e fazem todas as missões secundárias idiotas valerem à pena. Como foi prometido, não é aquela coisa infantil e o jogo possui um visual bem dark que, embora não chegue a dar medo e nem seja aquela coisa bizarra e distorcida que prometeram, é legal de se ver e dá uma idéia diferente de lugares e personagens já conhecidos. Nesse quesito, Epic Mickey realmente impressiona.

Por incrível que pareça, Oswald é mais legal que Mickey. Vamos torcer para que façam Epic Oswald agora.

Mas e o som? Mickey não é mudo como grande parte dos heróis de videogame, mas mesmo assim não diz nada no jogo. Bem, não com a voz pelo menos. Todos os diálogos são contados em legendas, e os personagens apenas fazem pequenos gemidos (não pense besteira, pervertido), que são suas "falas" no jogo. A trilha sonora varia conforme o lugar e a situação (ficando mais calma enquanto está na cidade, seguro, e mais agitada em momentos críticos) e, embora não seja aquela perfeição toda, é realmente muito boa. É incrível ver como conseguem fazer tanto com tão pouco, e dar carisma à personagens que nem mesmo soltam uma fala concreta ao longo do jogo.

É uma experiência imperdível para todos os fãs de Disney. Controles bons, cenários incrivelmente gigantes, exploração quase que infinita e um fator replay muito bom. Ótimo visual, gráficos inspiradores, uma grande quantidade de extras e personagens esquecidos no tempo. Mas a pergunta é: ele realmente consegue alcançar todo o hype que criou?

Weeee!

O jogo, infelizmente, não consegue alcançar a expectativa gerada. A visão de Warren Spector, muito mais sombria e paranóica deu lugar à algo mais amigável e livre. A habilidade com a tinta e o solvente é bem limitada e, diferente do que foi dito, você simplesmente não pode sair criando ou apagando o que quiser. Embora o mundo seja vivo e com vários moradores, muitos deles são iguais e não têm nada de interessante pra falar ou adicionar, e a confusão provavelmente vai tomar conta da sua mente quando houver mais de 10 missões acumuladas e nenhuma pista do que se deve fazer. E você, que só fala português e não tem a mínima noção de inglês, ficará parado nos primeiros 5 minutos de jogo, porque o conhecimento da língua se torna extremamente necessário se quiser prosseguir. Objetivos e gameplay repetitivos chegam a ser frustrantes, e tanta exploração, de vez em quando, pode irritar. Os combates não são mil maravilhas, também, e o caminho para pegar o final "bom" pode ser longo e estressante, o que resulta em atalhos que acabam te levando ao final "ruim" (como eu).

Mas é um fato que mesmo se esses problemas fossem multiplicados por mil não conseguiriam tirar a genialidade de Epic Mickey. O jogo consegue, com sucesso, trazer de volta o Mickey cômico e aventureiro de antes e resgata um pouco o espírito de herói do personagem. Relembra antigos personagens, tão bons, que caíram no esquecimento e que nem deveriam estar lá, rejeitados. E, o principal: consegue ter toda a magia que a Disney havia antes de se perder em séries como Hannah Montana e filmes como Camp Rock. É uma grande homenagem ao que a Disney já foi, e que talvez nunca mais venha a ser. E, nesse sentido, Epic Mickey realmente é épico.

O Veredicto
História: 9,5 - Antigos personagens relembrados e um roteiro interessantíssimo que fará o jogador ficar colado na TV, querendo chegar ao final do jogo. Coisa rara de ser vista no Wii.
Gráficos: 7,5 - Não são os melhores do Wii e podem ser bem feios em certos momentos, mas os cenários superdetalhados compensam esse tipo de problema.
Som: 8 - Mesmo sem vozes o jogo consegue fazer um trabalho competente nessa parte. Afinal, é Disney.
Gameplay: 7 - Funciona, mas é limitado e cheio de missões idiotas que poderiam ter sido tiradas. E não fariam falta. Sério.
Nota final: 8 - Muito bom. Recomendado!

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Confira um gameplay:



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Leonardo P.


Análise - Sonic Colors


Rapidinha
Gênero: Plataforma/Aventura
Desenvolvedora: Sonic Team
Plataforma: Wii

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É difícil decidir qual o estilo certo que Sonic deve seguir. O personagem já foi cavaleiro medieval, virou lobo, lutou contra deuses e impediu a destruição do mundo inúmeras vezes, mas não consegue ter um jogo bom há mais de 10 anos. E, por mais que corra sem parar, parece que nunca mais vai conseguir alcançar Mario, seu rival de longa data. Dessa vez a SEGA tenta a sorte com Sonic Colors, título que prometeu trazer de volta, melhorada, a jogabilidade vista em Sonic Unleashed, adorada pelos fãs. Será que ela finalmente acertou ou essa é apenas mais uma tentativa frustrada?

Sonic e a trupe do mal -n

Depois de aparentemente desenvolver um remorso pelo seu passado, Dr. Eggman abre um parque de diversões no espaço, que conta com várias atrações interplanetárias. Sonic e Tails vão investigar e acabam conhecendo Yacker, que vem de uma espécie de aliens conhecida como Wisps. Depois de várias tentativas de comunicação, eles descobrem que os Wisps foram sequestrados pelo Dr. Eggman, que planeja usar seus poderes para realizar seus planos malvados. O jogo deixa claro que é voltado para o público infantil, com diálogos que as crianças irão adorar, mas que simplesmente vão irritar os mais velhos. A narrativa é focada inteiramente no humor, trazendo sempre uma piada nova e deixando de lado o clima mais sério visto em jogos anteriores. Isso poderia ter sido uma boa adição, mas o humor é, em grande parte, infantil. Piadas sofríveis que parecem ter sido escritas por... mim estão presentes o tempo todo, e é mais provável que você acabe pulando as cutscenes à fim de evitar tamanha besteira. Sonic está extremamente convencido, de uma maneira irritante, e o jogo tem vários acontecimentos clichês, típicos de desenhos infantis. A narrativa, mesmo assim, é muito mais eficiente do que a da versão de DS, e é boa na maior parte do tempo. Não tem viagens ao passado, nem um roteiro desnecessariamente complicado, tampouco personagens secundários inúteis, e isso deve torná-la mais atrativa ao público que estava cansado desse tipo de coisa.

Na parte sonora, todos os personagens receberam novas vozes. A voz de Sonic está mais madura, e não combina muito com o personagem à primeira vista. Mas não demora muito para que você se acostume com ela e ache até mesmo normal. Vale ressaltar, porém, que a antiga voz combinava mais com o personagem, tanto que essa está recebendo bastante crítica por parte dos fãs. Tails, por sua vez, finalmente ganhou uma voz de garoto, que lhe cai como uma luva, e deixou de lado aquele tom infantilóide e feminino que sua antiga voz possuía - estava na hora, diga-se de passagem. Não temos muitas aparições especiais ao longo do jogo - de fato, não temos nenhuma - então os personagens principais fazem um trabalho ótimo com o que tem. Caso não goste das vozes americanas, pode ir no menu e trocar o áudio para japonês, colocando uma legenda na linguagem que preferir. Dificilmente você vai descobrir onde fica o escondido menu, mas fica a dica. Já nos cenários, a batida de rock que marcava os jogos anteriores foi tirada e agora dá lugar à músicas mais variadas, contando, inclusive, com a ajuda de uma orquestra. As músicas são boas - com exceção da música tema do jogo - e divertidas, combinam com as fases e não são chatas em sua maioria. Não chegam nem perto de ter a criatividade vista na era clássica, mas caem bem com o clima do jogo e, sem dúvida, se encaixam melhor do que qualquer batida de rock que temos visto nos últimos anos.

Sonic estimulando a obesidade infantil.

O jogo faz bonito na parte gráfica e traz cenários belíssimos que impressionam até mesmo quem está acostumado a jogar Xbox 360/PS3. Mesmo não conseguindo suportar a Hedgehog Engine (usada nas versões PS360, e que deu ao Unleashed seus belíssimos gráficos) o Wii não decepciona e traz algo igualmente belo e impressionante. O nível de detalhes que cada cenário possui é incrível e vai ser uma atividade à parte parar apenas para ficar observando-os. Como era de se esperar, é tudo muito colorido e bonito e cada novo cenário possui um visual único, que desperta curiosidade no jogador e o estimula à continuar jogando. As cutscenes têm gráficos in-game que são bons, embora a movimentação dos personagens pareça estranha algumas vezes e você consiga notar alguns serrilhados de vez em quando. Mas, para um console que toda semana recebe algum novo jogo de esporte tapa-buraco com gráficos que parecem ter saído de um PS1, pedir algo melhor do que isso seria pedir demais. Já é costume da SEGA sempre trazer belos gráficos e, dessa vez, ela não faz diferente. Sem dúvida um dos jogos mais belos do Wii, perdendo apenas para Super Mario Galaxy 2, que continua insuperável até o momento.

A inovação da vez está mesmo no gameplay. O jogo pega o que foi visto em Sonic Unleashed e aperfeiçoa, o gameplay está muito mais preciso e a maior parte do jogo acontece em visão lateral (2D). A velocidade foi diminuída e mais atenção foi dada às seções de plataforma, essenciais para um jogo que se diz platformer. Ele introduz os Wisps, aliens que dão diferentes poderes ao Sonic. Você pode voar, sair por aí destruindo tudo, virar um foguete e sair voando em direção ao céu, escavar o chão, entre outras coisas. Os poderes são divertidos e ajudam a liberar caminhos secretos, que não poderiam ser vistos sem os mesmos. Você vai liberando novos Wisps à medida em que passa o jogo, logo o fator replay se torna bem alto, pois você vai querer voltar nas fases anteriores para jogá-las novamente, dessa vez com novos poderes e novas possibilidades. Os cenários possuem uma variedade incrível e uma criatividade fora do comum, coisa rara de ser vista nos jogos atuais e até mesmo alguns elementos clássicos estão presentes e devem agradar jogadores de todos os gostos. Os controles respondem bem nas partes 2D e o jogo pode ser frustrante, mas é por falta de habilidade do jogador e não por controles ruins, como nos anteriores. Ele é, impressionantemente, divertido. Algo que estava faltando em outros jogos atuais e que é a chave de um jogo do gênero. Assim como a grande maioria de jogos do tipo, ele tem objetos escondidos pelas fases. Esses objetos são os Red Rings (anéis vermelhos, em tradução livre). Existem 180 Red Rings espalhados pelo jogo, e sempre que você pega um determinado número deles mais fases são abertas no Sonic Simulator. Pegue todos, passe todas as fases e conseguirá jogar com o poderoso Super Sonic, outro elemento que aumenta o fator replay. Ele também tem um modo multiplayer, onde dois Sonic's robôs (que podem ter a cabeça trocada pela do seu Mii) correm por cenários extremamente simples e curtos. O problema é que ele não funciona direito, pois dois Sonic's correndo ao mesmo tempo têm muita velocidade e exige que ambos os jogadores tenham muita habilidade com o personagem, o que geralmente não acontece. Ele pode se tornar divertido caso você tenha um amigo com experiência e tudo mais, mas geralmente quem pega o segundo controle é aquele cara que mal joga videogame e não sabe nem quem Sonic é, então as coisas ficam complicadas e o multiplayer se torna menos acessível. E não vá pensando que o jogo é perfeito, pois esse não é o único problema...

Alguns Wisps são inúteis, e dão habilidades que o Sonic já usava em jogos anteriores, como o boost ou o light dash. Outros simplesmente não tem graça nenhuma, como o Blue Cube. E, apesar da jogabilidade 2D ser uma maravilha, as partes 3D são defeituosas. O personagem parece escorregadio e de difícil controle, tornando comum que você sofra alguma morte desnecessária ao longo do caminho. Todos os chefes do jogo são repetidos, até mesmo o último, e extremamente fáceis. Você vai levar um bom tempo pra se acostumar com os controles e, ao jogar com o Wii Remote, muitas vezes ele não responde quando é preciso chacoalhar o controle pra ativar o Wisp, o que causa morte e frustração no jogador. O jogo é muito curto, podendo ser finalizado em cerca de 5 horas e, embora ele tenha muitas fases, a maioria termina muito rápido, em cerca de 2 minutos. O multiplayer está entre um dos piores já vistos e mostra que a SEGA ainda não entendeu como isso deve ser feito. O caminho certo não é com minigames, tampouco colocando dois Sonic's robôs juntos em uma só tela. O jogo é muito parecido com Mario Galaxy e chega até a ser uma cópia em certos momentos. E não, não é o tipo de cópia que consegue ultrapassar o produto original, infelizmente.

Corra, Sonic! Afinal, você só serve pra isso mesmo.

Sonic Colors é um jogo diferente. Copia muitas coisas já vistas anteriormente e tenta inovar. Consegue em partes e dá um pouco de vida para uma franquia que estava morrendo aos poucos. Não vai agradar à todos e ainda sofre de problemas vistos há 10 anos atrás, mas é um jogo acima da média se comparado com as atrocidades que a franquia tem visto. Se você estava esperando pelo retorno triunfal do ouriço, essa ainda não é a sua vez, mas sugiro que dê uma chance ao jogo mesmo assim. Existe um produto impressionante esperando para ser descoberto.

O Veredicto
História: 7,5 - Boa, mas extremamente besta em alguns momentos. Poderia ter sido melhor aproveitada.
Gráficos: 9,5 - Incríveis em todos os sentidos e algo raramente visto no Wii. Não fosse por Mario Galaxy, poderiam ser considerados os melhores do console.
Som: 8 - Música nova e boa, mas a voz de Sonic está estranha e o tema principal ainda machuca meus ouvidos toda vez que toca quando ligo o videogame.
Gameplay: 8,5 - Partes 2D mostram que têm potencial, mas velhos problemas de controles nas seções em 3D e alguns Wisps inúteis tiram qualquer chance que o jogo poderia ter de alcançar a perfeição.
Nota final: 8.3 - Muito bom. Recomendado!

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Confira um gameplay:



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Leonardo P.


Análise - Sonic Colors


Dae manolada, tudo bem? Semana passada Sonic Colors (ou Colours) foi lançado na Europa. Depois de longas e árduas negociações com a SEGA, nós (leia-se “o grande Leonardo”) aqui do Blog do Gamer conseguimos uma cópia do jogo, terminamos e analisamos aqui, agora. Confira...se quiser, se não quiser, não confira:

Sonic ao lado da família Restart.
História – O jogo começa com uma CG, onde vemos Sonic e Tails indo para um parque de diversões interestelar criado por..Eggman. O bigodudo, aparentemente, virou um bom moço. Mas não demora muito para perceber que há algo maior por trás disso tudo: Eggman pretende usar os poderes dos Wisps, pequenos aliens (com aparição especial do carismático alienígena de Chicken Little) de outros planetas, que possuem grandes poderes, para acabar com Sonic, que, por sua vez, decide ir atrás de Eggman para acabar com seus planos, e conta com a ajuda dos Wisps. Ou algo assim. A história do jogo não é nem um pouco épica ou memorável, pra dizer a verdade. É o tipo de roteiro tapa-buraco feito apenas pra dizer que o jogo tem uma história (apesar de que não faria muita diferença se ele não tivesse). Não é tão infantil quanto a versão de Wii, mas tem sua própria cota de bizarrices e diálogos bregas. Ao contrário dos Rush’s anteriores, ele é contado por CG’s, assim como as de Wii, e não mais aqueles balões de diálogos (mas eles ainda estão no jogo). A história tenta ser simples e divertida, mas, sinceramente, um macaco teria feito um trabalho mais competente. Parece que a SEGA tem uma capacidade incrível de cagar no roteiro, sendo ele simples demais ou complicado demais. Salvo algumas aparições especiais, é completamente previsível e dispensável.
Nota: 5 – Simples e falha, não é o tipo de história que prende o jogador na frente do portátil. Também não é o tipo de história simples, mas satisfatória. É o tipo de história que não serve pra nada.

Gráficos – Já jogou Sonic Rush? Então...é exatamente a mesma coisa. O modelo dos personagens, os cenários, enfim, o gráfico em si é igual. Visualmente não é nada impressionante, e chega a ser meio feio em alguns momentos. É preciso levar em consideração, porém, que estamos jogando em um Nintendo DS. Os gráficos ficaram aceitáveis, não é o tipo de coisa extremamente espetacular, nem o tipo de coisa que faça seus olhos arderem. A melhor parte do jogo fica mesmo com as CG’s, tiradas da versão de Wii. Está dentro dos limites do portátil, que, todos sabem, não é nenhum gigante em gráficos. Poderia ter sido melhor trabalhado, poderia ter sido criado do zero. Mas é mais fácil pegar tudo pronto e apenas re-utilizar, e foi isso que a SEGA fez. Claro, os modelos dos personagens estão bons, os cenários ficaram até legais, e o jogo até que tem alguns efeitos bons, mas não é o tipo de coisa que nunca foi vista antes, que vai explodir sua cabeça ou te deixar verdadeiramente impressionado. No mais, você verá o de sempre. E o de sempre já deixou de impressionar há muito tempo atrás.
Nota: 7 – Bonitinho e ordinário, nada além disso. Para o DS está bom. Mas o problema fica claro quando temos que dizer "para o DS". É.

Oh mel dels, que chefe medonho! -n

Som - Sonic sempre é conhecido por ter uma boa trilha sonora. A SEGA consegue cagar em tudo, menos na trilha sonora. Sonic Colors é mais ou menos bom, mais ou menos ruim. Vamos fingir que a música tema do jogo não parece ter sido feita pela família Restart e que ela nunca esteve lá, ok. Os cenários possuem músicas boas, sim, mas nada além disso. São divertidas de ouvir, mas não tão fantásticas como as da era clássica - afinal, será que algum dia a SEGA conseguirá fazer algo no nível da era clássica? Tem umas sacadas boas, como quando você entra debaixo d'água e ela muda o ritmo, dando a impressão de que você está ouvindo-a debaixo d'água mesmo. Mas, assim como os gráficos, cumprem seu papel e nada mais. Os personagens, por sua vez, receberam vozes totalmente novas. Enquanto a do Tails melhorou, a de Sonic ficou bem mais madura e leva um bom tempo pra se acostumar. Felizmente, é algo que você mal vai ouvir, pois a maior parte da história é contada em balões, sem som. Os efeitos sonoros, em geral, são os mesmos utilizados em Sonic Rush. O som é bom, é legal. Mas nada que dê gosto e vontade de ouvir.
Nota: 7,5 - Músicas legalzinhas, vozes aceitáveis. Participação especial de Pe Lanza cantando a música tema do jogo. I'm Gonna Reach For The Stars...

Gameplay - Well...enquanto a versão de Wii não é nada mais, nada menos que um Sonic Unleashed 1.5, a versão de DS não passa de um Sonic Rush 3. O gameplay é exatamente o mesmo: você corre loucamente por cenários dinâmicos, acabando com os inimigos que nem sequer oferecem resistência e termina o jogo se perguntando se você realmente jogou, porque tudo que tem que fazer pra finalizá-lo é segurar o botão de boost. Você pode correr - Ah vá, é mesmo? -, pular, usar o boost, deslizar (?) e usar os poderes dos Wisps, os aliens amigões da vizinhança. Ele é dividido em seis mundos, cada um com duas fases e uma luta contra um boss. É curto, e pode ser terminado em uma tarde até. Ele consegue, sim, ser um pouco divertido e até serve pra passar o tempo, mas não espere nada mais profundo do que isso. O gameplay é totalmente repetitivo e a impressão é de que todas as fases são as mesmas. E os chefes, por sua vez, são todos programados da mesma maneira, logo, se você matou um, saberá como matar todos os outros. As habilidades dos Wisps são legais e servem pra dar uma variada no gameplay, mas não demora muito para que se tornem chatas e desinteressantes. É o tipo de coisa que impressiona no início, mas que é usada tantas vezes que acaba tirando o interesse. O jogo também tem alguns special stages, muito parecidos com os de Sonic 2, mas infinitamente mais fáceis. Primeiro, não tem como perder neles, só se não pegar o número determinado de esferas. As outras esferas, que ficam no caminho e deveriam causar algum dano no personagem podem ser chutadas e, no fim, são irrelevantes. Os cenários são extremamente simples e fáceis e a única maneira de não conseguir a esmeralda é sendo cego ou tendo sérios problemas de coordenação motora. Além de tudo isso, o jogo tem algumas missões, que contam com a aparição de alguns personagens especiais como Cream, e...bem, vou ser sincero: só tive paciência pra jogar a da Cream mesmo. As missões incluem tarefas como salvar 30 Wisps ou terminar o cenário antes que o tempo acabe, mas nem preciso dizer que são desnecessárias e que muito dificilmente alguém realmente vai querer completá-las. O jogo também tem um modo Versus, que eu não tive vontade de testar, e alguns extras, como imagens e todo o resto. Começa divertido, logo envelhece e é deixado de lado.
Nota: 8 - Funciona direito e começa divertido, mas perde o gás ao longo do caminho. Poderia ter sido melhor aproveitado e poderia ser mais original. Em suma, é um Sonic Rush com grandes melhorias, não que isso seja grande coisa.

Olha, Sonic Rus-- OH WAIT


Comentários finais - Sonic Colors é um passo no caminho certo - um passo muito curto -, mas que termina muito rápido e que poderia ter sido melhor aproveitado. É o tipo de jogo legal pra pegar e passar a tarde, mas nada além disso. Curto, repetitivo e lotado de missões idiotas, não é, nem de longe, o "retorno" tão esperado do ouriço. É melhor do que Sonic 4... Assim como qualquer outro jogo da face da Terra. Há!
Nota: 6.8 - É ruim, sim. Mas ao menos funciona direito, se isso vale de alguma coisa.

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Gameplay do jogo:



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Leonardo P.


Análise COMBO - No More Heroes + No More Heroes 2: Desperate Struggle


Dae manolada, tudo bem? Estamos aí em mais uma segunda-feira, onde eu poderia estar matando, poderia estar roubando, poderia estar namorando, poderia estar jogando, mas estou aqui cumprindo minha rotina e escrevendo uma análise. Semana passada eu não analisei nenhum jogo, então decidi pegar dois jogos da mesma franquia pra analisar nessa semana. O resultado você confere nesse combo inédito de No More Heroes e No More Heroes 2, para o Nintendo Wii. Não perca tempo e confira:

No More Heroes:

Fap-se com cuidado.

História - O jogo conta a história de Travis Touchdown, um típico otaku. Depois de ganhar uma katana em um leilão de internet ele fica sem dinheiro para comprar video games e vídeos de luta livre. Ele então conhece Sylvia Christel e aceita o trabalho de matar Helter Skelter, também conhecido como "the Drifter," o que deixa ele no 11º lugar do ranking da United Assassins Association (Associação dos Assassinos Unidos), um órgão de governo dos assassinos. Ao perceber que ele tem a oportunidade de chegar ao topo, ele sai em busca de se tornar o assassino número um da UAA. A história do jogo não é contada de maneira tradicional: tudo passa muito rápido e o jogador pode até mesmo achar ela confusa - mesmo sendo muito simples. Não é super elaborada, não tem suspense, nem um mundo em perigo ou outro elemento clichê, mas consegue prender o jogador até o fim com suas grandes doses de humor e, em certas partes, drama. É engraçado ver como Suda51 desenrola o enredo de maneira única e, apesar de terminar com algumas pontas soltas, a história não decepciona. Quando você pensa que já está por dentro de tudo vem o final do jogo, levantando muitas questões sem resposta. Quer jogar? Vá em frente. Uma maré de piadas sexuais, nonsense e que vão te fazer questionar porque está jogando-o te esperam. E você vai gostar.
Nota: 8 - Enredo simples, porém complexo (?) e com narrativa única. É o tipo de coisa que não se vê toda hora e, enquanto vai ser espetacular para alguns, pode ser simplesmente idiota para outros. É o tipo de roteiro nonsense feito de uma maneira genial, mas que não dá pro bico de todo mundo.

Gráficos - O Wii nunca foi conhecido por seus gráficos de dar inveja ou sua imagem em HD e, enquanto alguns jogos atuais conseguiram fugir do padrão e impressionar, No More Heroes dá a impressão de que falta algo. É de 2007, então eu poderia dizer que são aceitáveis e tudo mais mas, pare pra pensar. 2007 foi o mesmo ano em que saiu Mario Galaxy, título que quebrou todas as barreiras que o Wii vinha enfrentando e mostrou toda a capacidade do console, não apenas na área gráfica, mas em todo o resto também. NMH não é nada horroroso, mas dá a impressão de que faltou um pouco de polimento. Santa Destroy (a cidade onde se passa o jogo) é meio sem vida e todas as pessoas, carros e prédios são bons, mas só. Nada é excepcional e nem se esforça pra ser. De um jeito mais fácil de entender: é o tipo de coisa que poderia ser reproduzido em um PS2, sem grandes dificuldades até. Mas é como dizem: o que importa é a diversão, e não os gráficos. E, como o jogo nunca se preocupou em ser apenas mais uma carinha bonita na sua prateleira, isso não atrapalha muito.
Nota: 6,5 - Quer algum jogo bonitinho pra matar o tempo? Pena, não é aqui. NMH passa longe de ser um dos jogos com melhores gráficos do console.

Você salva o jogo ao dar uma aliviada. Hardcore em todos os sentidos.
Som - Na época do seu lançamento, o jogo recebeu muitas críticas à sua dublagem ocidental. Mas não, não é nada ruim dessa maneira. De fato, o jogo se sai bem com o que tem, com dubladores que combinam com os personagens e que conseguem adicionar um toque único ao jogo. São melhores que os dubladores americanos de Naruto UNS 2, e isso é o bastante para torná-la aceitável. A trilha sonora dá certo com o ar punk que o jogo impõe e, mesmo não sendo notável e/ou fantástica consegue divertir o jogador. Você quase não vai prestar atenção, mas, no fim, não faz muita diferença. É melhor do que ouvir o Suda51 sendo dublado por um negão no trailer de NMH 2 (não entendeu? Clique aqui).
Nota: 7 - Nem ruim demais, nem bom demais. É o tipo de coisa que fica na medida e consegue agradar à maioria. E isso é o suficiente. Eu acho.

Gameplay - Tadam! A minha parte preferida. O gameplay é o fator essencial para que um jogo se dê bem comigo. NMH acerta em muitos quesitos, mas também erra em outros. Vou começar explicando os modos de jogo: espera, espera. Na verdade ele só tem um modo. Continuando, você controla Travis e, desde o começo, tem uma cidade aberta para explorar. Você pode pegar sua moto e sair andando por aí. Isso seria ótimo se fosse bem trabalhado, mas não é o caso. A cidade é muito limitada e pequena, suas opções são poucas e o que mais irrita é o sistema de colisão com os objetos e pessoas. Você pode passar do lado de um carro e "bater" nele sem nem mesmo ter encostado no veículo. Você tem pouca interação com o cenário e pouca coisa pra fazer além dos trabalhos pra ganhar dinheiro. Pode não ser nenhum GTA, mas a cidade tem seus méritos: é divertido ir nas lojas e comprar roupas, armas, vídeos, brincar com sua gata Jeane e etc. O jogo segue um padrão: você luta por um ranking maior e depois volta à cidade, onde tem que fazer alguns trabalhos até conseguir o dinheiro necessário para disputar a próxima luta. O único problema é que esses "trabalhos" consistem em minigames que logo se tornam chatos e repetitivos. As lutas, por sua vez, fazem valer à pena o tempo que se gasta nesses minigames e, apesar de serem bem difíceis em alguns momentos, agradam aos jogadores sempre trazendo muito sangue e violência. Nelas, você pode: cortar com a katana, dar socos e chutes, mirar e se esquivar dos ataques do oponente. O jogo faz pouco uso dos sensores de movimento do Wii. De fato, ele só é necessário quando o inimigo está à beira da morte. Nesse momento uma flecha pipoca na tela, indicando uma direção para que você mova o Wii Remote e acabe com o oponente de forma brutal. Parece legal, mas dá a impressão de que é sempre da mesma forma. Você pode fazer um corte na vertical, na barriga, enfim, é sempre a cabeça dele que vai sair voando. E não é preciso muito para derrotá-los: metralhe o A até não poder mais. E os ataques com mãos e pés? Não fazem muita coisa, só servem pra deixar o oponente tonto e, quem sabe, aplicar um golpe de luta livre para finalizá-lo. Você mal irá usá-los simplesmente porque são fracos e não conseguem fazer nenhum combo, é apenas um ataque isolado que muitas vezes acaba sendo inútil. E, mesmo sendo legal fatiar e fatiar sem parar, isso pode se tornar repetitivo. No geral, NMH diverte e vale à pena, funciona na medida do possível e é bom, mas falta aquele "algo mais".
Nota: 7.5 - Sistema de colisão estranho, gameplay meio repetitivo, minigames ruins, metralhe o A para passar. Mas funciona. E funciona bem. E é divertido! E isso basta.

Sangue? Onde?
Comentários finais - NMH é o tipo de jogo que aparece de nunca em nunca. Narrativa diferente, gameplay diferente, conceitos diferentes e uma execução diferente. Ele é perfeito para os jogadores hardcore, mas sem nenhum grande atrativo para os casuais. É uma compra mais do que válida pra quem tem Wii e está cansado dos platformers de sempre, ou que busca algum jogo hardcore diferenciado e único. Ou os dois.
Nota: 7.2 - Suda51 traz uma experiência imperdível para qualquer gamer que se considere hardcore, mas que ainda sofre de alguns dos velhos problemas. No geral, vale a grana investida.

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Confira dois vídeos de gameplay mostrando a primeira fase completa:

Parte 1:


Parte 2:


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No More Heroes 2: Desperate Struggle

Shinobu conferindo o hálito de Travis.
História - Três anos se passaram desde que Travis Touchdown se tornou o número um da United Assassins Association (UAA) e desapareceu. Agora, ele volta para Santa Destroy e enfrenta Skelter Helter, que quer se vingar de Travis, que matou seu irmão Helter Skelter no primeiro jogo. Depois de ganhar a luta, ele encontra Sylvia Christel novamente, que o informa que ele está na posição 51 do ranking. O quase-morto Skelter Helter interrompe-os e diz à Travis que ele terá sua vingança. Na mesma noite, um grupo de criminosos matam o melhor amigo de Travis, Bishop, e jogam sua cabeça na janela de Travis, dentro de um saco. Travis, furioso e procurando vingança, pede para que Sylvia arme a próxima luta. Sylvia diz à ele que quem comandou o assassinato foi Jasper Batt, Jr., o CEO da Pizza Bat e o novo assassino número um no ranking. No primeiro jogo, Travis acabou com três tentativas diferentes da Pizza Bat se expandir em Santa Destroy assassinando seu CEO. Três anos depois, com Travis fora da jogada, a Pizza Bat conseguiu se formar em Santa Destroy e comprou praticamente todos os negócios da cidade. Travis resolve escalar o ranking mais uma vez para se vingar de Jasper. A história é um pouco mais elaborada do que a do primeiro, mas segue a mesma linha: piadas sexuais pra lá e pra cá, coisas inesperadas, nonsense e assim por diante. Embora seja uma continuação ele não depende inteiramente do seu predecessor, portanto até mesmo quem não jogou o anterior não terá problemas em entender o que se passa nesse aqui. Alguns dos inimigos favoritos - ou nem tanto assim - dos fãs dão as caras novamente, e cada novo assassino possui sua própria identidade e um certo carisma. A história, além disso, está bem mais presente dessa vez, o que prende o jogador mais ainda. Ao mesmo tempo em que é engraçada, a história consegue manter um ar sério, inclusive contando com um final surpreendente que ficará na sua memória por muito tempo. Ainda cai nas graças de alguns dos velhos clichês, mas sua genialidade compensa tudo que poderia dar errado. Lembra que eu falei das pontas soltas do primeiro? Pois é. Ele não se esforça para consertá-las e, enquanto resolve alguns mistérios, levanta outros. Maldito seja, Suda51. Travis está de volta. E dessa vez está mais legal do que nunca.
Nota: 8,5 - Vai ainda mais longe do que o primeiro e consegue prender o jogador, apesar de ser totalmente nonsense em algumas horas. Não serve pra todo mundo, também. É o tipo de coisa que você vai amar ou vai odiar, não existe meio termo.

Gráficos - Estamos em 2010, anos depois do lançamento do primeiro título. Ora, espera-se que os gráficos foram melhorados, né? Com certeza. Enquanto o primeiro nunca se preocupou com isso, o segundo traz um visual impressionante e muito além do que o anterior jamais sonhou em ser. Os personagens, assim como os ambientes, possuem um nível de detalhamento incrível e é possível ver como eles foram cuidadosos, pois até o cabelo do Travis se move. As cutscenes conseguem ser mais bem feitas que as do primeiro, também. Foi um aprimoramento geral, então, se você jogou o primeiro e também achou que deixou à desejar, não terá esse problema aqui. Claro, claro. Não é o melhor gráfico do Wii, nem o jogo mais fofinho ou bonitinho do mercado. Mas faz bonito.
Nota: 9 - Levando em consideração o primeiro jogo, esse surpreende. Cabelos mais vivos, chão mais polido,  personagens ainda mais carismáticos. Evolução de verdade em todos os sentidos.

Pobre Travis. Três anos se passaram e não conseguiu se livrar do vício do fap.
Som - Isso pode doer para alguns, mas a dublagem é a mesma do primeiro jogo. Calma, tem a parte boa: ela sofreu uma grande melhora. Enquanto no primeiro jogo víamos falas bizarras interpretadas de maneira bizarra, parece que os dubladores finalmente entenderam os personagens e se encaixaram com o clima do jogo. A trilha sonora? Ah, sacomé. Continua tendo aqueles lances de guitarra, com um ar mais "punk", mas nem por isso notável e/ou espetacular. No mais, o jogo consegue reproduzir tudo de maneira fiél, apresentando uma melhora não apenas gráfica, mas também sonora em relação ao primeiro jogo. Afinal, isso era o mínimo que ele devia fazer, né.
Nota: 8 - A dublagem deu uma leve melhorada e a trilha sonora continua esquecível (?), mas tudo é bom e combina com o jogo. Tem o necessário, somente o necessário. O extraordinário é demais.

Gameplay - À primeira vista, um belo tiro na cara. O estilo de câmera foi mudado, os controles parecem diferentes e, veja só, cadê aquela cidade que você adorava explorar? Pois é. Mas você percebe que tudo é questão de se acostumar e, quando isso acontece, o jogo fica bem melhor do que o antecessor. Vamos começar por...ah, sim. A cidade foi substituída por um mapa, que contém todos os lugares que você pode ir. Isso é uma grande decepção de inicio, mas agiliza o rumo das coisas. As lutas por ranking também mudaram, agora elas ficam disponíveis automaticamente umas atrás das outras. Escalar do nº51 para o nº1 se torna uma tarefa rápida e fácil, visto que não é mais preciso juntar dinheiro para pagar as lutas ou jogar os minigames. Sim, os minigames estão lá, mas você só faz se quiser dinheiro pra comprar armas, roupas ou algo do tipo. Mesmo não sendo obrigatórios, você vai perder muito tempo com eles, simplesmente porque estão melhores do que nunca. O estilo 3D e ruim que assombrava os minigames do primeiro título foi substituído por minigames de 8-bits, com tarefas que lembram as do primeiro jogo mas que são infinitamente mais divertidas. E então temos as lutas por ranking, que continuam no mesmo estilo do primeiro. O sistema de combate recebeu uma grande melhora, e dessa vez é possível não apenas trocar de arma durante a luta, mas também dar combos com os pés e as mãos. Ao final de cada luta da história principal aparece um quick-time event, indicando uma direção para balançar o Wii Remote ou mexer o analógico. Enquanto no primeiro tinhamos pouca variedade na hora de finalizar o oponente, agora você pode cortá-lo na direção que quiser. A cabeça? Ok. Cortar no meio, vertical e horizontal? Pode ser. O jogo traz muito mais liberdade na hora de assassinar os inimigos e também um novo medidor que, quando cheio, lhe dá uma super velocidade e te deixa mutilar vários inimigos por tempo limitado. Parece que deixa o jogo fácil, mas não se engane: a única maneira de enchê-lo é acertando vários ataques sem levar nenhum. Duro, eu sei. Além disso, o jogo traz mais personagens jogáveis: você pode controlar a Shinobu e até mesmo Henry, o irmão de Travis. O fator replay logo se torna muito alto, já que você vai querer jogar os minigames novamente, assim como testar os novos modos de jogo habilitados depois de terminá-lo e liberar tudo que pode ser liberado. Enquanto tudo foi melhorado, a dificuldade de alguns chefes ainda continua alta e, mesmo se adaptando ao novo mapa, você vai sentir falta da antiga cidade aberta e do sistema de liberar lutas por ranking, que caracterizou o primeiro jogo. Está mais divertido, mais brutal, mais legal. Mas parece que passa rápido demais.
Nota: 8,2 - Traz novas coisas que funcionam e recebeu uma grande melhora, mas tira a cidade do jogador e agiliza as coisas sem necessidade. Mas continua divertido como sempre, e, no fim, o que vale é a diversão. Por mais violenta que seja.

Siga as ordens do seu professor gay e malhe para ter um corpinho sarado. Oh yea.
Comentários finais - NMH 2 mostra uma grande melhora em relação ao primeiro, aprimorando-se em todos os sentidos e trazendo uma experiência ainda mais imperdível para qualquer um que gosta de jogos hardcore. Mesmo com todas as qualidades, é rápido demais. Enquanto o primeiro demorava em torno de 10 horas pra ser finalizado, consegui terminar o segundo em 8 horas e 44 minutos, isso porque parei várias vezes pra treinar, jogar os minigames e adestrar a sua gata, Jeane. Acaba rápido demais e dá a sensação de "quero mais". Esperemos e oremos por uma continuação, então. Amém.
Nota: 8,4 - Mais brutal, mais punk, mais hardcore. Precisa dizer mais alguma coisa? Recomendado!

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Confira dois gameplays legendados do jogo, mostrando a primeira fase completa:

Parte 1:



Parte 2:


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Leonardo P.